Há algumas semanas, deparei-me com a notícia de que os Correios haviam reportado um prejuízo bilionário em 2024. Segundo a própria instituição, um dos motivos seria o fim da isenção de impostos sobre importações de até US$50. É compreensível a intenção de taxar produtos importados, pois isso pode beneficiar a produção local. Entretanto, cada caso demanda um estudo aprofundado.
Ao taxar produtos em 20%, com casos que chegam a 100% de imposto sobre o valor original, diversos cenários se desenrolam. Entre eles, a diminuição de compras online – a Receita Federal informou que "o volume de encomendas internacionais caiu 11% em 2024 na comparação com o ano anterior" – e a busca de plataformas de venda por novas formas de reduzir custos, como a utilização de empresas privadas para entregas e parcerias com empresas brasileiras. Tudo isso, somado à falta de credibilidade que a população tem com os Correios, devido a greves, perdas de encomendas e outras dificuldades, e mesmo com todos os investimentos realizados nos últimos anos, resultou em uma perda significativa de receita, acendendo um alerta.
Reconheço a necessidade da existência dos Correios, mas algo precisa ser feito. Esta é uma instituição que deve visar o lucro, isso é um fato inegável, pois todo o prejuízo será arcado pelo governo, dinheiro que poderia ser aplicado em áreas como saúde, educação e segurança.
Se compreendermos a teoria do caos¹ ou a 3ª lei de Newton² e entendermos que todas as nossas decisões — neste caso, as decisões do Governo Federal — têm consequências que podem e irão gerar um grande impacto, então devemos analisar as alternativas e os possíveis cenários que nos aguardam. Não adianta querer resolver o problema agora e esperar que não ocorra nenhum "imprevisto" que talvez pudesse ter sido evitado.
Será que essa interferência governamental foi realmente bem planejada? Quais estudos foram realizados para essa tomada de decisão? Existiam outras opções possíveis a serem consideradas?

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