segunda-feira, 30 de junho de 2025

Que amor é esse?


    Sou um homem cristão, atualmente com 31 anos. Tenho muito orgulho da minha fé e estou sempre disposto a ter uma boa conversa, civilizada, com quem quiser dialogar. Vamos conversar um pouco?

    Em 1ª João 3:16 diz: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos."
Dentre os vários versículos da Palavra de Deus, esse tem me acompanhado em todos os momentos da minha caminhada cristã, especialmente quando participo de eventos e atividades da igreja. Apesar das dificuldades, tenho servido com alegria e buscando ter sempre um sorriso no rosto.

    Existem versículos na Bíblia que são literais e outros que exigem interpretação. Precisamos discernir isso com coerência. Quando falamos em “dar a nossa vida”, não sejamos tolos: isso não quer dizer que precisamos literalmente morrer. Trata-se de sacrificar nosso tempo, nosso suor e até nossas lágrimas — por amor ao próximo.

    Eu sei, é muito fácil falar... Entendo perfeitamente. Já enfrentamos lutas todos os dias apenas para resistir nesta sociedade — seja por preconceitos raciais, religiosos, políticos... E agora, ainda por cima, precisamos nos sacrificar pelos outros? Chega a dar um desânimo. Mas pare e pense: do que realmente estamos reclamando?
Só temos vida e liberdade porque, há mais de dois mil anos, alguém se sacrificou por mim e por você. Há quem diga: “Eu não pedi isso”. Mas não foi preciso pedir. Ele simplesmente se entregou. Por amor, Ele sofreu. Por amor, Ele foi rejeitado. Por amor, Ele se sentiu abandonado.

    Uma vez, um pastor me fez uma pergunta: se eu faria o mesmo sacrifício que Cristo fez. Nem precisei parar para pensar. Respondi com sinceridade: "NÃO. Eu não entregaria minha vida, nem a vida de um filho meu, nem mesmo para salvar alguém como eu — quanto mais para salvar outros."
Você pode até me citar Paulo: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo", mas o homem que existe dentro de mim não consegue compreender esse amor tão gigante, a ponto de sacrificar um filho por um povo que o desprezou, o negou e o crucificou.

    Que amor é esse?
    Como posso ser imitador de um amor tão puro, lindo e grandioso assim?

    Esse é o amor Daquele que escolheu nos amar. A verdade é que não temos capacidade de compreender — está fora do nosso alcance. Só podemos aceitar... e retribuir.
E quando digo retribuir, não é porque estamos em dívida — embora estejamos, sim. Mas porque... como não amar Aquele que nos deu a vida? Como não amar Aquele que nos salvou? Como não amar Aquele que se sacrificou por nós?

    Enquanto eu tiver fôlego de vida, amarei a Cristo. E, mesmo sabendo que ninguém é digno desse amor, estou disposto a compartilhá-lo com o próximo — através do meu tempo, suor, lágrimas e exemplo.
    Mesmo sem entender tudo, escolho amar dentro das minhas limitações. Ainda há muito o que crescer no Evangelho, mas sigo no caminho. E o meu alvo é — e sempre será — Cristo.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Planejamento orçamentário


    Tenho começado a organizar minhas finanças; embora sejam poucas, tenho uma noção de que devo ter um controle melhor do pouco que eu tenho. Na minha pós-graduação, no momento, estou com a disciplina de orçamento empresarial e fluxo de caixa; é uma boa disciplina e, sendo bem sincero, estou tendo professores excelentes. Eu já fazia o orçamento pessoal, mas não dava um foco tão relevante como vou começar a fazer agora, principalmente depois de ver a importância de cada centavo e como uma boa gestão pode mudar o cenário, mesmo que a princípio pareça insignificante. Acredito que esse conhecimento será crucial para que eu consiga potencializar cada real, transformando o "pouco" em algo mais substancial e seguro para o meu futuro.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Eu não devia ter saído de casa nesse dia

 


  
Eu sou torcedor do Clube Náutico. Sou apaixonado por esse time, mesmo com todo o sofrimento que ele tem me feito passar. Normalmente, eu só ia assistir aos jogos clássicos, contra o Sport ou o Santa Cruz. Em todos os jogos que eu ia, o Náutico nunca perdeu — sempre foram vitórias ou empates, nunca derrotas. Até aquele dia fatídico.


Se me perguntarem o ano, eu não vou saber, mas foi assim: 

Comprei um ingresso para assistir a um jogo do Náutico x Sport, na Arena Pernambuco, num domingo à tarde. Pesquisei antecipadamente o itinerário para chegar lá sem problemas. Saí com duas horas de antecedência, peguei um ônibus com destino à estação de metrô, depois um trem, e finalmente cheguei à estação da Rodoviária.

Enquanto eu esperava na fila para pegar o ônibus que me levaria ao estádio, comecei a escutar uma gritaria. Olhei em volta e vi uma família de torcedores do Sport no meio da estação, onde deveria haver milhares de torcedores do Náutico, inclusive da torcida organizada. Por sorte, a Polícia Militar estava lá e protegeu aquela família de qualquer possível agressão.

Já dentro do ônibus, percebemos que o motorista estava fazendo um percurso suspeito — ele estava se aproximando cada vez mais da torcida organizada do Sport. Quando notamos, começamos a gritar com o motorista para que tirasse a gente dali.

Finalmente, chegamos à entrada destinada à torcida do Náutico. O jogo estava prestes a começar, a ansiedade era enorme. Era minha primeira vez na Arena Pernambuco, e a expectativa estava lá em cima…

Perdemos (-_-). Foi uma derrota por 2 a 1. Naquele momento, o que sentíamos era raiva, desapontamento, tristeza, arrependimento — entre outros sentimentos negativos.



Era hora de voltar. Descobrimos que a torcida do Sport havia sido liberada mais cedo, então era necessário retornar o mais rápido possível. Quando cheguei na parada de ônibus, descobri que havia apenas um único ônibus para levar a torcida do Náutico de volta à estação.

Ao olhar em volta, notei que estava cercado pela torcida organizada. Pensei que minha melhor opção naquele momento seria voltar a pé para a estação. Foi nesse instante que o ônibus chegou e parou com a porta exatamente na minha frente.

Sem ter escapatória, fui arrastado para dentro. Quando percebi, já estava lá — e sem uma das minhas sandálias. Sem escolha, decidi continuar.

Aquela viagem de volta foi absurda: arrebentaram a mangueira hidráulica da porta e quebraram a claraboia do ônibus para subirem no teto do veículo. Era a mais pura depredação.

E, para completar a situação, bem na minha frente estava uma mulher — linda, com glúteos volumosos, toda bem-feita — e um namorado de mais de dois metros de altura. Eu só queria ficar na minha e não me envolver com ninguém ali.

Mas então percebi que ela estava indo para trás, na minha direção, cada vez mais perto. Fiquei com receio de ser acusado de assédio e acabar espancado ali mesmo.

Finalmente, chegamos na estação sem problemas. Agora era só voltar, e tudo ficaria bem. Ou... era o que eu pensava.


Enquanto esperava o trem na plataforma do metrô, mais uma vez, um grande número de membros da torcida organizada estava presente. Quando o trem chegou, começou um tumulto. Na hora, achei estranho, mas logo descobri o que estava acontecendo: um único jovem, usando a camisa do Sport, estava no vagão que parou bem na minha frente.

Nesse momento, a 'organizada' do Náutico começou a se acumular ao meu redor novamente. (Eu realmente não devia ter saído de casa naquele dia.)

Quando as portas se abriram, fui arrastado mais uma vez e acabei parando bem na frente daquele torcedor do Sport. Lá estava eu, entre ele e a torcida organizada, que estava com sangue nos olhos, ameaçando o rubro-negro para que entregasse a camisa.

Foi então que um cassetete passou a um palmo do meu rosto. A PM estava naquele vagão. Começou um tumulto, e eu tentei me afastar o máximo possível da situação para não acabar sobrando para mim. Me distanciei e fiquei encostado na porta do trem.

Com o tempo, a confusão se acalmou e a viagem ficou mais tranquila. Mas, como se o universo quisesse reforçar que eu realmente não devia ter saído de casa, a porta do trem — justamente onde eu estava encostado — começou a se abrir. Na hora, eu congelei.

Graças a Deus, havia um policial naquele vagão. Ele me segurou pelo colarinho e me puxou dali à força.

Quando finalmente cheguei em casa, prometi a mim mesmo: nunca mais vou a um jogo na Arena Pernambuco.


quinta-feira, 5 de junho de 2025

O quadro geral [Invista em Você!]


    
A cada crise que se apresenta, a incerteza sobre a aposentadoria se torna mais evidente. Atualmente, a idade mínima para se aposentar no Brasil é de 62 anos para mulheres e 65 para homens. No entanto, discussões recentes sobre um possível aumento para 72 anos acendem um alerta. Se considerarmos a expectativa de vida do brasileiro, que gira em torno de 76,4 anos, percebemos que, após décadas de trabalho, teríamos em média apenas 14,4 anos (mulheres) e 11,4 anos (homens) para aproveitar a velhice. É uma fração ínfima de tempo para desfrutar da vida após uma jornada tão longa.

    Além da questão da idade, o valor da aposentadoria pública frequentemente sofre com a corrosão da inflação, o que pode levar a uma redução significativa do poder de compra. Isso significa que, ao se aposentar, muitos se veem obrigados a diminuir seu padrão de vida. Contudo, essa desvantagem pode ser contornada com planejamento e investimento. Opções como a previdência privada e outros investimentos de longo prazo são essenciais para garantir uma velhice mais tranquila. No meu caso, tenho diversificado meus investimentos em CDI, previdência privada e criptomoedas.

    Embora me considere um investidor de baixo risco, vejo nas criptomoedas uma tendência que veio para ficar. Apesar de sua reconhecida volatilidade, elas têm demonstrado resiliência frente às instabilidades do mercado internacional e às inflações. Sua segurança e a capacidade de operar fora da influência de instituições governamentais as tornam uma opção de investimento com grande potencial.


    A ausência de uma disciplina de gestão financeira nas escolas é uma lacuna em nossa educação, o que nos obriga a buscar esse conhecimento de forma autônoma. É fundamental que desenvolvamos um pensamento voltado para o futuro e que tomemos as rédeas de nossa segurança financeira. Não podemos depender exclusivamente do Estado ou de instituições privadas para garantir um amanhã tranquilo. A diversificação de opções e a busca por conhecimento são pilares para construir um futuro financeiro sólido.

    Lembre-se: todo investimento envolve riscos. É sua responsabilidade compreender e avaliar o nível de risco que você está disposto a assumir. O importante é começar, buscar informação e investir no seu próprio futuro.

    Você já começou a planejar sua aposentadoria ou a investir no seu futuro?


Quadro Geral [Reforma Tributária]

     A reforma tributária está chegando e, com ela, muitas dúvidas sobre as mudanças que estão por vir. Mas uma coisa é certa: ela vai simp...